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Sintomas da Menopausa

Fogachos, insônia, névoa mental, queda da libido e metabolismo mais lento. Você provavelmente já ouviu uma amiga, familiar ou conhecida na menopausa comentando sobre pelo menos um desses sintomas (ou variações deles). Ainda que a menô não seja igual para todas as mulheres, esse são considerados os sintomas clássicos dessa fase da vida. Mas, afinal, por que isso acontece? E quem ainda não chegou na perimenopausa, pode se preparar para evitá-los? Vem com a gente descobrir!

Está tudo relacionado aos hormônios?

Os sintomas que listamos acima não são os mais comuns à toa. Eles são causados pelas mudanças hormonais, principalmente pela queda do estradiol, hormônio responsável por, entre outras coisas, preparar o útero para a gravidez e pela manutenção da saúde óssea – que oscila conforme a produção ovariana. Quando essa baixa é combinada à redução da progesterona e testosterona no corpo, os circuitos neuroendócrinos e metabólicos ficam desregulados, podendo causar os sinais clássicos da perimenopausa e menopausa.

“A manifestação desses sintomas é fortemente modulada por fatores genéticos. Nem todas as mulheres terão os mesmos sintomas, e algumas passam quase ilesas. Tudo depende da genética, do estilo de vida e do estado de saúde geral. Ou seja, não é só a queda hormonal em si, mas como cada corpo e contexto respondem a ela”, explica a ginecologista Patrícia Valentini Melo (@dra.patriciavalentinimelo).

Na prática, isso significa que muitas mulheres passam por um quadro parecido na menô, já que enfrentam uma queda hormonal comum. Porém, a combinação e a intensidade dos sintomas variam de acordo com a genética e os hábitos de cada uma.

Não existe mágica, mas dá para amenizar

Se você já chegou nessa fase da vida, o acompanhamento médico é fundamental para entender a melhor maneira de aliviar os sintomas. Mesmo que algumas recomendações sejam válidas para todas nós, como boa alimentação, atividade física regular, manejo do estresse, reduzir consumo de álcool e cafeína e evitar o tabagismo, cada corpo é único e requer protocolos individualizados para passar pela menô com mais tranquilidade e meno(s)pausa.

“A terapia hormonal é eficaz e segura para fogachos, insônia e sintomas vaginais, como o ressecamento. As mulheres que não podem fazer a reposição hormonal, ou cujos sintomas são leves, podem recorrer às terapias não-hormonais e aos fitoterápicos. E manter um estilo de vida saudável antes, durante e depois da menopausa é fundamental”, afirma Dra. Patrícia.

O acompanhamento médico também ajuda a identificar possíveis deficiências de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para fazer a suplementação adequada e garantir a manutenção da saúde geral. 

Tem como prevenir os sintomas da menô?

A boa notícia é que existem caminhos para prevenir os sintomas da perimenopausa e menopausa. “A mulher pode se preparar para a menopausa como se fosse uma ‘maratona da saúde’, cuidando de metabolismo, ossos, coração e mente antes do início da queda hormonal – ou na transição menopausal. Assim, os sintomas tendem a ser mais leves e a qualidade de vida será preservada”, afirma Dra. Patrícia.

A primeira e mais importante recomendação é manter um estilo de vida saudável, considerando os seguintes aspectos:

  • Alimentação: é recomendável optar por uma dieta rica em vegetais, frutas, leguminosas, proteínas de qualidade e gorduras boas, como azeite, peixes e castanhas. Reduzir ultraprocessados e excesso de açúcar também ajuda. Além disso, dietas do tipo mediterrânea e DASH estão associadas a menos fogachos, melhor sono e menor risco cardiovascular.
  • Atividade física: a prática regular é ideal. Os exercícios aeróbicos ajudam a regular o metabolismo e estão relacionados à redução de fogachos, enquanto a musculação previne a sarcopenia e a osteoporose.
  • Exercícios mente-corpo: práticas de yoga, pilates e meditação, que integram o corpo e a mente, ajudam a reduzir o estresse e os sintomas vasomotores, como os fogachos.
  • Sono: manter a higiene do sono antes mesmo de entrar na perimenopausa ajuda a evitar insônia quando os hormônios caírem.

Outro pilar importante é o controle de fatores de risco que podem, inclusive, levar a doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo. Por isso, a recomendação é evitar o excesso de gordura abdominal, o consumo de álcool e o tabagismo. Garantir que o corpo está recebendo o aporte adequado de nutrientes também é essencial.

As avaliações médicas regulares, com check-ups preventivos e acompanhamento ginecológico – incluindo discussão sobre o histórico familiar, riscos cardiovasculares e opções de tratamentos no futuro – também ajudam na preparação para essa fase da vida.

“A educação sobre menopausa precisa aumentar, porque mulheres informadas sofrem menos por saber o que esperar e não acharem que estão enlouquecendo. É uma transição fisiológica. Ter uma rede de apoio para compartilhar experiências e ter suporte social reduz o impacto negativo da menopausa na vida das mulheres”, destaca a Dra. Patrícia, ginecologista.

Indicações:

TeraPira: episódio #27 (Youtube)

No TeraPira, a nossa série com a Fernanda Lima, compartilhamos com sinceridade e humor as nossas experiências com os sintomas da perimenopausa e menopausa — além, é claro, das nossas tentativas para ter mais bem-estar nessa fase da vida. Clique aqui para assistir (e maratonar).

Podcast: Isso não é uma sessão de análise, episódio com Fernanda Torres (Spotify)

A psicanalista Vera Iaconelli entrevista a atriz Fernanda Torres sobre família, trabalho, envelhecimento e menopausa. Elas falam sobre as mudanças do corpo e como isso afeta o nosso dia a dia — além de como a nossa mentalidade muda junto. E vale também ouvir os outros episódios. Ouça aqui.

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