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O cérebro muda mesmo na menô?

Névoa mental, ansiedade, alterações de humor e no sono… Tudo isso (e mais um pouco) é comum na menopausa. E, sim, esses sintomas têm relação direta com as oscilações hormonais comuns nessa fase da vida. Conversamos com a geriatra Ana Cláudia Michels (@acmichels), fellow em neuropsiquiatria geriátrica, para entender mais sobre essas mudanças – e, claro, como amenizá-los para viver com meno(s)pausa.

É coisa da nossa cabeça (literalmente)

Segundo Ana Cláudia, a queda acentuada do estradiol é uma das responsáveis pelos sintomas cognitivos da menô. Ele é um hormônio que, nas mulheres, atua no metabolismo cerebral.

Além disso, pesquisas como a da Weill Cornell Medicine e, mais recentemente, da neurocientista Lisa Mosconi, mostram que o cérebro feminino reduz, anos antes da última menstruação, o uso de seu principal combustível (a glicose) em áreas ligadas à memória e à atenção – como o hipocampo e o córtex pré-frontal.

“Esse fenômeno ajuda a explicar sintomas como névoa mental, lapsos de memória e dificuldade de foco. Mas não se trata de degeneração, e sim de adaptação: o cérebro está se reorganizando para uma nova fase – e isso é reversível quando há suporte adequado. É preciso, contudo, cuidado para não colocar tudo na conta da menopausa”, detalha a geriatra.

Atenção redobrada à saúde mental

Uma pesquisa da Universidade de Cardiff apontou que 80% das mulheres desenvolvem transtornos mentais – como depressão, transtorno bipolar e síndrome do pânico – na perimenopausa. Diversos estudos mostram um percentual parecido de mulheres com questões de saúde mental na etapa seguinte, a menopausa.

“O estrogênio atua também como regulador emocional. Ele influencia a produção e recaptação de serotonina, dopamina e noradrenalina, que são neurotransmissores diretamente ligados ao humor. Com a queda desse hormônio na menopausa, há maior vulnerabilidade para transtornos do humor e de ansiedade”, explica Ana Cláudia.

A geriatra acrescenta que essas mudanças cerebrais não são apenas hormonais, mas neuroquímicas. Por isso, a menopausa pode precipitar o primeiro episódio depressivo em mulheres sem histórico – e, até mesmo, agravar um quadro que estava sem diagnóstico.

“Nem tudo é normal ou ‘coisa da menopausa’. O sofrimento emocional intenso na perimenopausa e menopausa merece diagnóstico e cuidado especializado, incluindo tratamento medicamentoso e psicológico, além do cuidado hormonal.”

Sono, uma batalha que parece eterna

As mudanças cerebrais de que estamos falando aqui têm tudo a ver com a nossa dificuldade de ter um sono reparador na menopausa. Isso porque o estrogênio e a progesterona participam da regulação de neurotransmissores do sono, como o GABA e a melatonina. Portanto, a queda desses hormônios afeta diretamente a qualidade do sono. 

Sintomas como fogachos e alterações do humor também prejudicam o descanso – aquela noite em que você não conseguiu dormir porque estava muito irritada com um problema, ou teve um fogacho e não conseguiu mais ficar confortável, sabe?

“Essa fragmentação do sono afeta diretamente a consolidação da memória e a clareza mental, pois o sono é o momento de limpeza metabólica do cérebro. Pesquisas mostram correlação entre baixa eficiência do sono e redução da atividade hipocampal, afetando a memória e o foco”, afirma a geriatra Ana Cláudia Michels.

Ou seja, está tudo conectado: sono, foco e memória.

É “só” a menô ou pode ser coisa da idade?

Por aqui, a gente sempre gosta de lembrar que a incidência, intensidade e duração dos sintomas da menopausa variam para cada mulher. Mas muitas de nós (ou as pessoas à nossa volta) podem se assustar com as mudanças na cognição. Afinal, isso é coisa da menopausa ou do envelhecimento?

Ana Cláudia ressalta que o climatério é uma fase de flutuação hormonal, ou seja, as queixas cognitivas são transitórias e oscilantes. As alterações do estrogênio afetam, principalmente, as funções executivas, como foco e atenção, e a memória de trabalho – por exemplo, lembrar todos os itens de uma lista de compras.

“Além disso, na menopausa, as queixas costumam estar associadas a outros sintomas hormonais, como ondas de calor, insônia e irritabilidade, melhorando com intervenções hormonais ou mudanças de estilo de vida. O cérebro da mulher na menopausa não está envelhecendo precocemente. Ele está apenas respondendo à perda de um hormônio modulador. Com cuidado e estímulo, é possível recuperar o desempenho”, explica.

Já o envelhecimento fisiológico, ao contrário do que acreditamos, não causa a perda progressiva de capacidade cognitiva. Na prática, a atenção dividida e velocidade de processamento podem ficar mais lentas, mas vocabulário, memória semântica, razão moral, inteligência emocional e criatividade se mantêm – e até se aprimoram.

Segundo a geriatra, o sinal de alerta para uma questão mais séria é quando os sintomas persistem mesmo após o tratamento. Nesses casos, é fundamental fazer uma investigação mais ampla.

Dicas para ajudar o nosso cérebro

É possível, sim, mudar alguns hábitos e adotar tratamentos que ajudem a amenizar os sintomas cognitivos na perimenopausa e menopausa. Ana Cláudia destaca que é necessário adotar uma abordagem integral, mas sustentável, visto que mudanças radicais diminuem as chances de adesão a longo prazo.

O básico bem-feito funciona (e faz diferença rapidamente):

  • Rotina de exercícios – os de força são especialmente benéficos! 
  • ⁠Dormir bem: técnicas de higiene do sono têm grande impacto (e podem ser complementadas com medicamentos) ;
  • Alimentação: comida de verdade com a menor quantidade possível de ultraprocessados – pense em uma dieta mediterrânea;
  • Reposição hormonal: sempre que não houver contraindicação e respeitando a janela de oportunidade; 
  • ⁠Se a reposição hormonal não for indicada, outros tratamentos podem ajudar. Fale com o seu médico!

Sobre envelhe-SER com meno(s)pausa:

Filme: Sexa

O longa acompanha Bárbara, que acabou de fazer 60 anos e está indignada porque está envelhecendo. Depois de uma série de relações amorosas que não deram certo, ela sai em busca de um novo amor – que ela encontra, em um homem 25 anos mais novo. Ela, então, se vê dividida entre viver essa paixão ou ceder aos julgamentos. Com Gloria Pires no papel principal (e sua estreia como diretora, aos 62, viu?). Assista ao trailer aqui.

Livro: Are You There, God? It’s Me, in Menopause, Carol King e Ashley Alexis

O livro aborda a menopausa de um jeito bem-humorado e sem filtro, respondendo a 80 perguntas que provavelmente já passaram pela cabeça de todas nós desde que entramos nessa montanha-russa hormonal. A Carol está há 17 anos falando sobre menopausa nas redes sociais, e a Ashley é médica, conhecida como “Dra. Menopausa” no Instagram e Tiktok.

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